segunda-feira, 20 de julho de 2009
domingo, 19 de julho de 2009
Passatempo
Amanhã, domingo e hoje
Ontem, depois, mais tarde...
Passatempo...
Passa um, passa dois
Passa quatro, dois em dois
Dias que passam se vão
Mas não são dias em vão
Passe, tempo...
São, assim mais dias que passam
A chegar outros dias que chegarão
Com a grande razão de passar
E fazer outros dias para encontrar...
Você, novamente...seu sorriso
De repente...
Passa um, passa dois, passa três
Tudo de uma só vez
Tudo se envolve, num tempo
Que passa... passa
Num passatempo.
Só o tempo que não passa
É o tempo de dentro do meu peito
Meu amor, nosso amor
Que constrói o nosso tempo.
sábado, 18 de julho de 2009
03
Bendito o momento; pressentido, vivido
Parecia que tudo girava...de modo diferente
Momento único...tudo aquilo que senti.
Bendito foi o instante passado...
Manhã aquela que me fazia comovido
Tudo muito rápido, de repente...
Era de modo diferente, não entendi.
Bendita aquela data...
Passada, vivida, pressentida
Tudo parecia acontecer
Em tempos passados...
Como se o ontem batesse à porta
Feliz manhã, sentimento inerme;
Pensamentos e idéias tortas
No rosto e peito resplandeciam-me.
Bendito, bendita, benditos sejam
Todos os sentimentos...
Que afloram na brisa da manhã
E emudecem as incertezas vãs.
sexta-feira, 17 de julho de 2009
Antes de te conhecer...
com apenas um olhar, uma pessoa entrar na
vida de outra de tal forma ...
Antes de te conhecer... não sabia que
um sorriso pudesse envolver tanto...
Antes de te conhecer... eu conseguia
dormir a noite toda...
Antes de te conhecer... eu não esperava
o dia passar tão depressa para a noite chegar...
Antes de te conhecer... não sabia que a
saudade pudesse ser boa...
Antes de te conhecer...eu controlava meus pensamentos...
Antes de te conhecer... eu ja te conhecia...
pois sabia que...antes de te conhecer eu iria te conhecer..
quinta-feira, 16 de julho de 2009
Formando...
Faceado em farsas fascinantes;
Desfaz-se da forma febril forjada
Fazendo fáceis feições frisadas...
Em fórmulas feitas febrilmente
Fomentando figuras fissuradas;
Fá-la-ia se não ficasse desfeita
Figurar outras falas latentes...
Fortalecendo famas sedentas
Fortes fábulas sem fim...
Finais fantásticos facetados...
Que formavam figuras frívolas
Figurando favores fajutos
Fortemente finalizados, enfim.
segunda-feira, 6 de julho de 2009
04
Aqui, nessa noite que se vai
Choro meus prantos todos
Meus remorsos, tudo o que a vida me levou...
Sem que eu jamais tenha conhecido.
Choro por meus dias tristes
Às noites em que sonhei algo melhor
Dignidade, respeito, ombro amigo.
Choro porque não tive teto,
Direitos, o mínimo para se viver.
Choro porque choro não move montanhas
Minhas lágrimas se fazem insignificantes.
Choro, por assim chorar
Pois sei que meus pesos
Nunca e jamais irão passar.
Eu já não tenho casa
Já não tenho lar
Não tenho quem me tenha dignidade
Quem olhe meu sôfrego olhar.
Choro por essa humanidade
Que se diz ainda humana
Choro, por meus pares, milhares
Que se matam por um pouco de lixo.
Nós mesmos já não somos nem isso
Nem lixo dessa “linda” sociedade
Somos o abismo, a barbárie, o esquisito.
quinta-feira, 2 de julho de 2009
domingo, 28 de junho de 2009
Até que chegue o dia...
A contar as horas, os dias
Que, obtusos, insistem a se tardar;
Eu seguirei a esperar...
O momento, de ver, de sentir novamente
O seu olhar, nossos olhos a suspirar;
Eu esperarei a seguir...
Seus olhos a supirar, nosso olhar
Novamente o momento de ver, de sentir;
Eu espero a continuar...
Os dias obtusos que tardam
As horas, eu fico a contar.
[-para ver novamente teu olhar].