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sexta-feira, 27 de fevereiro de 2009

Fraternidade e Segurança Pública: Campanha da Fraternidade 2009



por Uilian Dalpiaz

Começamos a partir desta última quarta-feira(cinzas) a refletir oficialmente o tempo de Quaresma. Quaresma que é tempo de conversão: esperamos a redenção maior de Cristo Jesus que a após todo o seu martírio e dor, ressuscita e salva a toda a humanidade. E é nesse tempo de penitência, reflexão e conversão, que a Igreja do Brasil reflete e aprofunda-se especialmente em algum tema que necessite nossa atenção. A Campanha da Fraternidade vem incitando-nos desde a década de 60 a realmente nos convertermos e agirmos em prol das angústias e necessidades da sociedade brasileira.

A CF 2009 traz um tema bem peculiar aos nossos dias atuais: Segurança Pública. E não à toa a falta de segurança pública mexe com vários universos, várias questões, talvez algumas até antagônicas, mas que resultam numa grande "corrente negativa" que gera violência, miséria e opressão. "Fraternidade e Segurança Pública", esse nosso tema da CF 2009 quer chamar a atenção para a falta de cultura de paz em nossa sociedade, mas, sobretudo, para a falta de cultura da Justiça, pois como o lema da CF desse ano, bem ressalta "A paz é fruto da Justiça"(Is 32,17).

Lembremos que a justiça não nasce de olhares piedosos ou do maldito conformismo que, por horas, inunda nossos corações; a justiça se faz na prática do nosso dia-a-dia, nas nossas atitudes para mudar o que está posto, no nosso voto na hora de escolhermos nossos representantes(e principalmente na constante cobrança a eles, depois de eleitos), na busca de políticas públicas para a Juventude, na partilha, doação, atenção... são vários aspectos concretos que nos chamam a encarar a realidade e como verdadeiros cristãos a seguir e cumprir o Projeto de Jesus Cristo; não simplesmente fechar os olhos para a realidade, mas encará-la, pois sabemos é difícil a nossa escolha, mas quando respondemos ao chamado de Cristo, aceitamos: "Se alguém quiser vir após mim, negue-se a si mesmo, tome a sua cruz e siga-me". (Mc 8,34).

Lembramos também de toda a miséria, o trabalho escravo que vitimiza principalmente crianças e jovens. Em 2007/2008 tivemos 8,6 mil casos de trabalho escravo no Brasil, segundo a CPT. E o que é mais triste, é que todos aqueles que combatem o trabalho escravo são reféns da sua luta por paz e justiça(são mais de 800 lideranças mortas só no estado do Pará) segundo dados também da CPT. Saibamos encarar a todas essas realidades que muitas vezes pensamos estar distantes de nós, mas que na verdade, acontecem embaixo de nossos olhos e não sei o porquê, não as enxergamos.

Nós jovens, estamos inseridos de modo especial também na CF 2009, basta lembrarmos que os jovens são as principais vítimas da violência, da falta de justiça e de oportunidades. O desamor, desafeto e falta de atenção em nossas casas, muitas vezes fazem dos jovens revoltados contra a tudo e todos, eles exprimem toda a sua energia e pureza de sentimentos: rejeição, angústia, depressão em atos muitas vezes que eles mesmos não têm consciência, pois a Juventude com caráter ainda em formação é alvo fácil diante à sua fragilidade frente a toda maldade que assola a humanidade. Saibamos centrar nossas energias para refletir acerca das várias injustiças que cometemos às nossas pseudo-óticas de muitas vezes explicitarmos nosso próprio conceito de "fazer justiça". Só Deus pode fazer justiça, e não à toa deu-nos seu filho, e que antes mesmo de nascer já era chamado: "O Príncipe da Paz".



Dicas aos Grupos de Jovens: A CNBB lançou junto as edições especiais sobre a CF 2009, um subsídio para ser usado nos encontros dos Grupos de Jovens, chama-se "Jovens na CF", e pode ser facilmente encontrado no site das edições CNBB ou na sua secretaria paroquial/diocesana.

Dicas de aprofundamento sobre a CF 2009:
Além de todos os subsídios da CNBB:
nesse link (clique aqui), a Revista Família Cristã traz reportagens sobre a CF na sua edição de fevereiro, bem como outros artigos facilmente encontrados no site da CNBB.

domingo, 22 de fevereiro de 2009

TVs católicas transmitem ao vivo abertura da CF 2009

Na Quarta-feira de Cinzas, 25, acontecerá a abertura oficial da Campanha da Fraternidade (CF) 2009, no Santuário de Aparecida, em Aparecida (SP).


A abertura da CF 2009 será marcada por uma missa, presidida pelo arcebispo de Aparecida, dom Raymundo Damasceno Assis, e concelebrada pelo secretário-geral da CNBB, dom Dimas Lara Barbosa, que será transmitida ao vivo, a partir das 9h, pela TV Aparecida, pela Rede Vida de Televisão e pela TV Século XXI.


Logo após a celebração eucarística, o secretário-geral da CNBB e o arcebispo de Aparecida concederão entrevista coletiva à imprensa. Durante a coletiva será divulgada a mensagem do papa Bento XVI sobre a Campanha da Fraternidade.


Este ano, a CF aborda o tema “Fraternidade e Segurança Pública” e o lema “A paz é fruto da justiça”.


Solicitado pela Pastoral Carcerária e pela Pastoral da Criança, com o apoio das demais pastorais e movimentos da Igreja, o tema “Segurança Pública” foi aprovado pelo Conselho Permanente da CNBB, há dois anos, e tem como objetivo suscitar o debate sobre Segurança Pública na sociedade, bem como sobre as causas da violência e a cultura do medo. Com a CF 2009, a Igreja quer convocar a sociedade a promover uma cultura de paz em todos os âmbitos sociais.


Realizada desde os anos 60, a Campanha da Fraternidade é uma atividade ampla de evangelização desenvolvida no período da Quaresma. A cada ano aborda um tema diferente, com os objetivos de despertar o espírito comunitário e cristão no povo, educar para a vida em fraternidade e renovar a consciênciada responsabilidade de todos pela ação da Igreja na evangelização.

Fonte: http://www.cnbb.org.br/ns/modules/news/article.php?storyid=1031

sexta-feira, 13 de fevereiro de 2009

Exploração Sexual de Crianças e Adolescentes é crime

Nesta sexta-feira, dia 13, acontece o lançamento da Campanha Nacional de Enfrentamento da Exploração Sexual de Crianças e Adolescentes – carnaval 2009. O lançamento ocorrerá no Largo São Sebastião, em Manaus (AM).

A Campanha é uma iniciativa do Comitê Nacional de Enfrentamento à Violência Sexual, Conselho Nacional dos Direitos da Criança e do Adolescente e Organização Internacional do Trabalho, com o apoio de diversas outras entidades, entre elas a Pastoral do Menor Nacional.

Com o slogan “Exploração Sexual de Crianças e Adolescentes é crime. Denuncie! Procure o Conselho Tutelar de sua cidade ou disque 100”, a Campanha objetiva promover a denúncia e sensibilizar os foliões quanto ao respeito à população infanto-juvenil.

Informações: (61) 3274.6632 ou (61) 3340.8708.

quinta-feira, 5 de fevereiro de 2009

Moção aprovada no 9º ENPJ

Os jovens que participam do 9o Encontro Nacional da Pastoral da Juventude (ENPJ), em Natal aprovaram a “Moção de solidariedade aos profetas e mártires das causas do Reino”. Na moção, os jovens lembram os bispos do Norte, ameaçados de morte; as 300 crianças mortas, no ano passado, na Santa Casa de Misericórdia de Belém, os quatro anos de morte da Ir. Dorothy Stang. Além disso, prestam solidariedade a dom Cappio e a dom Pedro Casaldáliga. Ao mesmo tempo, eles denunciam a violência que ocorre na Amazônia. “A Amazônia vem sendo destruída e marcada por grandes projetos, violência e assassinatos, desmatamento e trabalho escravo. Nos últimos vinte anos, somente no estado do Pará, foram assassinadas mais de 800 lideranças em conflitos de terra, segundo dados da Comissão Pastoral da Terra”, afirmam os jovens.

Moção de solidariedade aos profetas e mártires das causas do Reino

Nós, jovens participantes do IX Encontro Nacional da Pastoral da Juventude, reunidos em Natal-RN, nos dias 11 a 18 de janeiro de 2009, expressamos nossa solidariedade aos religiosos ameaçados de morte do Regional Norte II, Dom E rwin Kraütler (bispo da Prelaxia do Xingu-PA), Dom Luiz Azcona (bispo da Prelazia de Marajó-PA) e Dom Flávio Giovenale (bispo da Diocese de Abaetetuba-PA), Frei Henri des Roziers (da Comissão Pastoral da Terra, Xinguara-PA) e Pe. José Amaro Lopes (Comissão Pastoral da Terra do Xingu, Anapu-PA). Esses religiosos enfrentam fortes ameaças por terem denunciado a violação dos direitos humanos na Amazônia, a exploração sexual de crianças e adolescentes, o tráfico humano, o narcotráfico, os grandes projetos (como o complexo hidroelétrico de Belo Monte, no Xingu, e a companhia Vale do Rio Doce), e os assassinatos decorrentes dos conflitos no campo e na cidade. Prestamos solidariedade, ainda, aos camponeses do Norte, que também são afetados diretamente pelo modelo político-econômico vigente em nosso país. A Amazônia vem sendo destruída e marcada por grandes projetos, violência e assassinatos, desmatamento e trabalho escravo. Nos últimos vinte anos, somente no estado do Pará, foram assassinadas mais de 800 lideranças em conflitos de terra, segundo dados da Comissão Pastoral da Terra. Denunciamos os crimes que a Vale, antiga Companhia Vale do Rio Doce, vem fazendo em terras paraenses, explorando de forma violenta e opressora nosso povo e nosso chão. A grande causa das ameaças contra os religiosos é, portanto, o fato de se colocarem contra o modelo de política econômica capitalista para a Amazônia, que não leva em consideração a vida dos povos Amazônidas e suas culturas. São projetos determ inados de cima para baixo, que dizimam culturas e povos.Queremos fazer memória às mais de 300 crianças mortas em 2008 na Santa Casa de Misericórdia, em Belém, devido à ausência covarde do Estado, que não leva em consideração a vida daqueles e daquelas que não têm voz nem vez. Manifestamos nossa solidariedade, ainda, aos mártires Amazônidas que, profeticamente, se tornaram um marco referencial para nossa caminhada e nossa luta, recordando, especialmente, os quatro anos do assassinato de Ir. Dorothy Stang, em Anapu-PA, a serem celebrados no próximo dia 12 de fevereiro. Igualmente, fazemos memória ao profetismo de Dom Luiz Cappio, bispo de Barra-BA, cujo testemunho de santidade e de incondicional amor aos pobres e sofredores o leva a uma infindável luta contra a transposição e morte do rio São Francisco, chegando, mesmo, a oferecer a própria a vida. Continua sendo uma referência para nós também o profetismo revolucionário de Dom Pedro Casaldáliga, nas águas do Araguaia. Inspirado no evangelho de Jesus Cristo e fiel à Igreja, ele sempre se contrapôs à política do capital, do agronegócio e da monocultura em nosso país. Animem-nos e fortaleçam-nos suas palavras: "Malditas sejam todas as cercas!Malditas todas as propriedades privadas que nos privam de viver e de amar!Malditas sejam todas as leis, amanhadas por umas poucas mãos, para ampararem cercas e bois e fazerem da terra escrava e escravos os homens!"(D. Pedro Casaldáliga)
Natal-RN, 17 de janeiro de 2009, 9o Encontro Nacional da Pastoral da Juventude